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O que é, afinal, o PDQC?

Posted by fractalview on 12:07 in , , , , ,
Ponto Prévio: As dúvidas que assaltam o decerto atento leitor após a visualização do video da música que serve, entre outras, como hino do PDQC, são compreensíveis e até legítimas.
Será o PDQC uma espécie de seita revivalista, que tanto visita a História remota de Portugal, através da mente serpeante de Aldónio, como os idos-embora-não-tanto-como-gostaríamos anos 90? Será um grupo de ecologistas puristas, al goristas que apostam na fruta como base da alimentação e da salvação da Terra? E, se sim, serão essas frutas hediondamente transgénicas?Ou serão gotas de pureza colhidas no distante pomar a que Dotília dedica mil cuidados, enquanto pensa nos momentos em que as suas costas roçavam na pereira às custas do ímpeto entusiástico de Ti Larilas? As imagens "Carmen Mirandescas" presentes no dito vídeo, legitimarão todas estas hipóteses.
No entanto, caro leitor, não dúvide que, apesar dos membros do PDQC apreciarem com agrado uma escorregadia manga ou um prato de reluzentes morangos (as opiniões quanto ao chantilly dividem-se, no seio do partido) no final da refeição, nunca o farão sem terem degustado previamente umas rodelas de chouriça assada, secundada por um nutritivo bife à cortador.
A finalizar, a proposta de discussão: Dina, que fazes agora ao lado de Nel Monteiro?!

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Codex 666 Tomo II versão concisa


Serpenteia tímido fio de água em rego habilmente rasgado por Dotília a sachola. Tem como destino os pés de couve tronchuda que Dotília plantou em sua horta. Lá já pontificam vagens, alfaces, tomates, pepinos e couve roxa. Dotília tem especial predilecção por verduras e vegetais. Seu marido, por outro lado, desprezava o que não viesse de ser vivo proveniente de ar, terra ou água. Tal diferença irreconciliável levou à fuga de Asdrúbal. Disso falaremos em post posterior. Voltemos ao tímido fio que rápido encorpa, tal é a perícia de Dotília, e a Aldónio , em sua cama entediado. "Deixa-me lá ver o livro outra vez" de trás para a frente, como convém a quem coisas novas quer descobrir. Abre Aldónio o livro e começa nova narrativa. "Estava nesses dias D. Manuel entediado. Ele, conhecido admirador de bom prato e melhor pinga, andava desgostoso e pesaroso. Às horas certas vinha o pagem trazer-lhe o repasto. D. Manuel comia, mas não lhe sabia. É célebre o episódio em que o pagem lhe traz seu jantar com grande pompa devido às circunstâncias e põe-lhe o prato à sua frente . Olha D. Manuel para o prato e irritado com o que vê aplicou literalmente aquilo que hoje é nacionalmente referido como "uma solha nas faces". Agitam-se seus conselheiros. O rei não presta atenção ao reino, apenas tem aquela fixação gastronómica. Chamam Vasco da Gama, homem viajado e colega de patela do rei em tardes preguiçosas de domingo. "El-rei, tristes novas sobre vós me contam" "Vasco, ando num desassossego desde que falei com Dick van Damme, mercador da Flandres que me contou que em terras da India há um frango de carril digno de ode de Homero" "Meu rei, este servo tudo fará para satisfazer vosso desejo. Irei à India e trarei esse manjar que assombra vossos sonhos" "Vasco, aquilo é longe e grandes perigos vos espreitam. Duvido que consigas empreender tal viagem e mesmo que consigas, assim que chegares tem de se aquecer o carril e vós sabeis que caril requentado me afecta a vesícula" "Meu rei, por terra não irei. Eu conheço um atalho (condição de minha nacionalidade) que fará possível que a viagem dure apenas dois anos, um para lá, outro para cá. Não o comereis requentado tal será minha celeridade. Se demorar mais do que isso, nada terás de me pagar por meus serviços." Está Vasco da Gama prestes a sair da sala e el-rei diz-lhe " Vasco, traz-me também umas chamuças." Sorri Vasco e replica "É redundante vosso pedido, uma vez que é gémeo de determinação por mim tomada assim que decidi ir a terras da India."
Fecha o livro Aldónio, pasmado por saber que foi o caril que levou a descoberta do caminho marítimo para a India. Grande confusão apresta-se a tomar de assalto a cabeça do petiz. Pega no livro das verdades imutáveis e dogmáticas. Abre à sorte e lê: "Vi, então, subir do mar, uma Besta com sete cabeças e dez chifres; sobre os chifres, dez diademas e, nas cabecas, nomes blasfematórios."

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Codex 666-Tomo I


Continuemos nossas acções em terra que meu colega descortinou como sendo Celorico de Basto. Assentemos pois aqui arraiais e observemos Dotília a caminho de escola primária para falar com mestre escola de seu nome Matias. "Sr. professor, precisava de lhe dar uma palavra sobre meu filho, Aldónio." Aldónio era, nesta altura., moço de seus viçosos 8 anos. "Oh diabo, será que castiguei demasiado o míudo e agora vem sua mãe tirar satisfações?"- pensa Mestre escola Matias de seu nome e pioneiro da cura (osteopática) da hiperactividade..... cachado bem assente no focinho. "O meu Aldónio tem gripe e não virá até final da semana." Respira fundo o professor e sorri, "Então a mulher lá se vinha queixar?!?! Está para chegar o dia."
Guarda Dotília as socas novas que calçou assim que pôs pés na escola e caminha descalça de volta às lides do campo ou a palheiro onde a esperava Ti Larilas, fosse para onde fosse,as socas não seriam de utilidade. Fica pois Aldónio em casa, só e sozinho. A seu lado a Bíblia, companhia imposta por sua mãe. Aldónio, cansado de tal livro, vasculha uma arca onde sua mãe escondeu o que de seu pai sobrou pela casa; roupas, alfaias e ... um livro. Pega Aldónio no livro, sopra-lhe o pó e vê o titulo "Os Lusíadas". Folheia o dito e repara que por alturas do Canto IX estão folhas coladas e amarrotadas. Estranha Aldónio até dia em que saberá de que trata tal canto e por ele se fizer acompanhar de cada vez que for à casa de banho. "Aldónio que cegas e vão-te crescer pêlos nas palmas da mão!" Decide Aldónio explorar tal livro, mas de uma forma que a nenhum estudioso tinha lembrado. Decide Aldónio lê-lo de trás para a frente. Começa a ler o petiz e .... as palavras fazem sentido e contam histórias sobre seu país que Mestre Matias nunca antes tinha referido. " Houve em tempos jovem valoroso de seu nome João, filho ilegitimo de el-rei D. Pedro. Tal mancebo, como outros de seu tempo e de sua condição, não eram ao trabalho apegados, preferindo passar seus dias em tabernas com meretrizes e salteadores convivendo. Chegado o mês de Agosto ia este grupo de mancebos a banhos (literalmente) ao Algarve. Era certo e sabido que por lá paravam umas inglesas que à brincadeira eram dadas. Estava certo dia o grupo em Praia que apelidavam da Rocha e chega Filipa de Lencastre, filha de João de Gant, 1º Duque de Lencastre rodeada de suas aias e pagens. Tal nobre dama viera até nós por conselho de uma amiga sua do clube de bordado que se reunia às 4as à noite para bordar e ....tricotar. "Filha, vais a Portugal, que lá os homens são que nem cavalos, em cheiro e atributos" D. Panasquinha de Balugães vendo a dama logo lhe escreve pungente soneto que declama. Começava primeira estância de seguinte forma "Thou art pale milady. Thou need some cream" "Fucking fag"- diz Lipa Maluca (nome ganho por reputação própria e não herdado). D. João, homem de real sangue e sangue real, expressa em palavras a cultura do país de que em breve será rei "Ó jóia anda cá ao ourives. Dava-te uma que pensavas que eram duas. Ai não que não era." Lipa, enamora-se deste jeito desbragado e (espera ela) sincero presente em seu linguajar. Trocam olhares, cada um para locais de sua predilecção tentando adivinhar formas e tamanhos. "Minha senhora pede que te encontres com ela aqui neste mesmo sítio quando a lua for alta e a maré estiver baixa."-sussurra-lhe a aia. As mãos de Lipa Maluca não bordaram esta noite......
Chega a noite, aparece a lua, retira-se o mar. Encontram-se os corpos ávidos de se conhecerem. Deitam-se continente e Old Albion e depressa se tornam uno sem ajuda de túnel, ou com uso do mesmo? Decida quem lê.
Embalona Lipa de Lencastre "João não me vieram as regras", põe as mãos à cabeça D. João. "Um filho? Desmancho não farei que já passa das 10 semanas. Tê-lo-emos e iremos novamente ao Algarve, pode ser que fique por lá, sendo meio inglês e isso"
Num volte face digno de novela de país a ser descoberto 120 anos depois, D. João torna-se rei de Portugal. Ele ia ao Paço pedir um tacho à viuva do meio irmão e de repente vê-se rei e inaugurador de dinastia. Ele há dias do catano.
É D. João rei, Lipa Maluca rainha, mas o povo olha com desconfiança este rei que dias antes bebia a seu lado na Taberna e que ainda lá estava a dever. "Este rei não é de jeito. Estamos no Verão de 1415 e o rei ainda anda vestido com tendências, cores e acessórios da Primavera de 1413. É uma vergonha para ele e para o país. Eu sou muito directo, e este é o meu trabalho." D. João sabe que tem de fazer algo que faça seu povo respeitá-lo. Sabe el-rei que seu povo é dado ao acto de comer. Tinha el-rei ouvido falar de um prato exótico africano. Reúne sua corte e diz "Vamos a Ceuta buscar a receita do couscous e iremos entregá-la ao povo que sufocamos com nossos impostos." Sorri seu filho mais velho, D. Duarte, que ouvindo África e o plural de algo de seu apreço (escreveu mais tarde um livro apelidado de "A Arte de Cavalgar a toda a sela") e saindo a sua mãe imaginou chavascal ao som de batuque. "Eu estou com meu pai, quem empunha espada comigo?" Todos concordam, alguns precisavam de uns tapetes e outros de cena para relaxar. Marrocos foi o destino. Chegaram, viram, venceram e trouxeram a receita de couscous que ao povo ofertaram. D. João era o rei que o povo gostava."
Aldónio, novo demais para perceber, fecha o livro. Tem uma semana toda para o ler. Que mais aprenderá sobre a história do país que afinal começou sua demanda de novos mundos motivado pela comida? Sua mãe chega, lesto pega na Bíblia "Tendo Jesus entrado na casa de Pedro, viu que a sogra deste jazia no leito com febre. Tocou-lhe com a mão e a febre deixou-a; e, levantando-se, pôs-se a servi-los"

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Little French woman....

Posted by Q. on 22:13 in , ,
Cumpre o presente post o propósito de responder a uma dúvida que por certo acompanha muito bom comensal... Tratará este post das origens da francesinha, prato característica do burgo onde quatro das seis mãos que aqui falam, se despediram da meninice e se tornaram homens, ou sucedâneos de boa qualidade. Tal história foi ouvida no antigo Café Luso, ponto de encontro (também) de estudantes e com forte ligação a Medicina, não só pela sua proximidade ao Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar,mas por ser frequentada por senhoras que podiam alegar que, para elas, gonorreia e clamídia eram doenças profissionais.... A omnipresença de penicilina na sua forma mais primitiva em tudo o que era parede, cadeira e panela ajudava a consolidar tal afinidade. A saber...



Há muito, muito tempo
em terra de interior morava uma mãe e seu filho. Mãe de nome Dotília e filho onomásticamente referenciado como Aldónio. Eram bastantes chegados, tão chegados que Aldónio, homem de 35 anos feitos, dormia todas as noites com sua mãe. A serra é fria e desde que pai de um e marido de outra deu às de vila Diogo ambos se aqueciam em noites frias de invernia. Dormiam, mas não sem antes rezarem o terço;a mãe de Aldónio era mulher à religião apegada, diziam as más línguas que era de ser filha de padre. Gente virtuosa sempre despertou inveja e, claro está, as gentes da aldeia não perdiam opotunidade para falarem de Dotília e Aldónio. O local da tertúlia era a tasca de Ti Chico Larilas, (Larilas por herança de um avô que teria o hábito de vestir roupa de sua esposa e olhar-se demoradamente ao espelho em tal modo de trajar, Chico porque é mais curto que Francisco) local onde canjirão de vinho não puxava o tremoço, mas discussão acesa sobre Aldónio e Dotília. Famoso é aquele dia em que Aldónio, jovem dos seus 19 anos, entra na Tasca, senta-se e pede como quem ordena "Traga-me uma caneca de tinto e uma bocada de broa" "Tu não ouves home?" - Diz a mulher a Ti Chico Larilas que com o espanto de tal visita apartou tanto as queixadas que deixou cair seu palito (companhia fiel desde sua puberdade). Acerca-se Ti Larilas do jovem e serve-o. O decidido mancebo leva o recipiente à boca e bebe-o de golada. Todos olham Aldónio, num misto de admiração e remorso. Avançam dois, firmes na intenção de partilhar canjirão e palavras com Aldónio. A cara de Aldónio contorce-se de dor e após espasmo anunciador....borrifa quem para ele avançava com o que há pouco tinha entrado de golada. Riem-se os que se manteram afastados, acabrunham-se os que apanharam chuveiro e foge Aldónio a gritar para quem quisesse ouvir "Mãezinha que me matam!"
Certo dia morre Dotília, deita-se sozinho na cama Aldónio ( a última vez que tal tinha acontecido andava Aldónio na escola primária). Passam-se dois meses e Aldónio não aguenta. Precisa de fugir das recordações e dos sítios e objectos que Dotília lhe lembram. Decide partir para França, terra de oportunidades e do Santuário de Lourdes (não necessariamente por esta esta ordem de importância na escolha feita por Aldónio ) onde tinha arranjado trabalho como pedreiro numas obras onde outros de sua aldeia labutavam. Antes de ir, Aldónio falou com sua tia Maria das Dores "Tia, vou-lhe escrever umas cartas que peço que leia junto à campa de minha mãe, para ela saber de mim. Com as cartas mandar-lhe-ei dinheiro para que mande rezar uma missa por mês em memória de minha mãe." Parte Aldónio, rumo a Bordéus. Chegado lá, trabalha, volta a casa, reza o terço, dorme no chão (a cama lembrava-lhe 29 anos de sonhos a lado de sua mãe), trabalha, volta a casa, reza o terço, dorme no chão.... Certo dia, parou Aldónio na boulangerie para comprar 2 trigos que seriam o repasto nocturno e vê Amelie, francesa de estatura pequena, pernas arqueadas e pêlo no sovaco. Aldónio deteve seu olhar nela e por momento viu sua mãe ( onde era sovaco imaginou lábio superior). Amélie, mulher que também podia alegar certas como doenças profissionais, vendo ali hipótese de cliente aproxima-se e mete conversa. Arranham os dois o idioma um do outro e Aldónio para a impressionar compra-lhe um bolo. A medo, Aldónio convida-a para sua casa. Amélie aceita. Aldónio rejubila. Chagados a casa, Aldónio pergunta-lhe se quer comer. Ela não recusa, Aldónio põe farta mesa e olha-a comer. Encaminha-a Aldónio para o quarto. Estão frente a frente, há um silêncio incómodo. Amélie, mulher da vida e habituada à vida de mulher, ajoelha-se. A cara de Aldónio ilumina-se com um sorriso. A correr vai a uma gaveta, tira o seu terço e o de sua mãe e ajoelha-se ao lado de Amelie, oferecendo-lhe o terço que a Dotília pertenceu. Amelie, habituada a conviver com homens rudes e básicos, estranha esta perversão de Aldónio. Começa Aldónio a rezar e incentiva Amelie a imitá-lo. Amélie faltou à catequese no dia em que ensinaram a rezar o terço, por isso vai exprimindo sua surpresa por esta situação "Onde caralho me vim meter. Tou aqui, tou a perder outros clientes." Acaba o terço e Aldónio começa a despir-se, Amelie qual cão de Pavlov lesta o imita. Mete-se Aldónio na cama e Amelie mais uma vez o acompanha no gesto. Apaga a luz Aldónio e deseja boa noite a Amélie. Amélie, mulher ferida no seu orgulho de mulher e profissional, chega-se a Aldónio fazendo-o sentir a firmeza de (algumas ) de suas carnes. Aldónio nem dá sinal de si. Amarra Amélie o que Aldónio se recusa a dar uso. Grita Aldónio "Tu que fazes Amélia que não somos casados e não pedi tua mão a teu pai?" Amélie, não percebendo bem o que ali se passava, pega na sua roupa e parte. Aldónio fica acordado até de manhã, matutando.
Chega a manhã seguinte e Aldónio procura Amélie "Amélia temos de casar, tua honra está manchada. Eu abusei de ti e tua inocência." Amélie está estupefacta, pelo acto e pela menção de duas palavras que desconhece: "honra" e "inocência". Mas, sendo Amélie mulher, vê ali oportunidade de negócio e aceita. Aldónio não cabe em si. Vão ao Photomaton e tiram foto que acompanha Aldónio em sua carteira, Orgulhoso de sua mulher, Aldónio mostra a foto aos seus colegas franceses , que respondem de uma maneira que ficou imortalizada nas cartas que Aldónio escrevia para casa e que sua tia lia em voz alta na....Tasca de Ti Chico Larilas "Querida mãe, vou-me casar. Minha esposa creio vir de família de portugueses, meus colegas quando vêm a foto dizem todos Sá Lopes... melhor dizendo, dizem Sá Lope. São estrangeiros, certamente sentem difiuldades em dizer a última letra. Tenho rezado o terço todas as noites" "Ti Zé, mais uma rodada em memória de Dotília. Benzam-se antes de beber, assim algum do propósito inicial deste dinheiro é cumprido"
Estão os dois casados, Aldónio trabalha, Amélie também, com desconhecimento de seu esposo. Chegada a noite ajoelham-se e reza Aldónio, pragueja Amélie ("Mãezinha o terço em francês é lindo"). Deitam-se e dormem.
Certa noite chega Aldónio mais cedo a casa e ouve barulhos no quarto. Entra e depara-se com Amélie, o padeiro e o leiteiro envolvidos de tal maneira que não se sabe onde começam uns e onde acabam os outro. No calmo Aldónio estala algo e indo à cozinha, pega numa faca e trespassa todos.
Há o quarto, três corpos exangues e Aldónio ajoelhado a rezar.
Durante uns meses largos, Aldónio alimentou-se de carne, pão e queijo, contribuições dos intervenientes da desavergonhice que decorria no quarto do qual se as paredes pudessem falar nada teriam a dizer sobre o que Aldónio a Amélie fazia e vice-versa.....

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